quinta-feira, 18 de junho de 2009

Inclusão Digital

Antes de definir ou discutir qual o real significado da Inclusão digital, iremos analisar qual a razão de se realizar processos de inclusão digital, quem teria de ser incluído, e como se pode fazer isso.

Nos encontramos numa sociedade que valoriza ao máximo a aquisição de conhecimento. Com a democratização da informação grande parte da população brasileira iniciou-se no processo de desbravamento dos recursos dispostos na internet. No entanto, na internet, a disseminação de informação e conhecimento é tão alta que muitas dessas informações compartilhadas são completamente supérfulas. Com isso, chegamos a uma primeira conclusão: Ter acesso à informação e a uma gama variada de conhecimento não é suficiente para incluir uma pessoa no mundo digital, é preciso, antes, ser definido com que objetivo um ser acessaria os dados e desfrutaria das facilidades fornecidas pelas atuais ferramentas tecnológicas. É importante que o cidadão saiba usar essas ferramentas como um auxílio social, que o ajudará no trabalho, nos contatos, na educação. E é importante que tal cidadão seja membro participativo, colaborador e compartilhador do conhecimento já adquirido, e que tenha acesso contínuo a esses recursos.

O objetivo da inclusão digital não é simplesmente tornar tecnologias acessíveis, mas sim fazer com que elas se tornem instrumentos de inclusão também social. No Brasil, as políticas de inclusão digital não são, em todo, satisfatórias, tomando como referência países de "primeiro mundo", onde uma parcela enorme da população tem acesso à internet em casa. Não adianta tentar comparar-se aos países cujo desenvolvimento sócio-digital não é relevante, temos de tentar elevar os níveis dos projetos de inclusão, de forma que eles se tornem o mais efetivos possíveis.

Talvez, o que tem atrapalhado o Brasil no desenvolvimento de políticas de inclusão digital, são as outras desigualdades encontradas e que ainda não foram resolvidas, como o acesso a um sistema público de saúde de qualidade, acesso à educação pública de qualidade, etc.

É importante observar que nos países desenlvovidos o acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) é muito bem valorizado, e se esse comprometimento fosse aplicado nos países subdesenvolvidos, como o Brasil, lhes seriam proporcionados "pulos" nas etapas de desenvolvimento por causa do consequente aumento de produtividade e redução de custos.

Em termos práticos, o que tem sido realizado no Brasil quanto à promoção da inclusão digital?
Por consequencia da Lei de Informática, as cargas tributárias aplicadas no setor das TICs são diferenciadas, e isso provocou um aumento substancial na quantidade de investimentos em tal setor. Há também os incentivos aplicados ao desenvolvimento e pesquisa. Com isso estima-se que o setor de TICs no Brasil tenha crescido 30% entre 1995 e 2001 e que aproximadamente US$ 1 bilhão tenha sido investido em P & D entre 1993 e 1999.
Uma característica marcante no modelo de inclusão digital Brasileiro é a implantação de Software Livre, o que resulta numa intensa redução de custos, e ajuda a desenvolver a produção local de software, tendo em vista que não usadas as ferramentas pagas, algumas que chegam a, inclusive, "monopolizar" o mercado de software de sua área de aplicação.

O que há de errado com o sistema de inclusão digital implantado no Brasil?
Existe um sério problema de gerenciamento orçamentário e de aplicação dos investimentos no Brasil. Nem sempre o dinheiro que é investido é inteiramente gasto nos projetos a que foram destinados. Diversos impedimentos jurídicos e até mesmo corrupção provocam barreiras nesse processo de gestão financeira.
Além desses fatores, as políticas de inclusão digital - não somente no Brasil - necessitam de conhecimento mais aprofundado sobre os impactos provocados pela adoção em massa das Tecnologias da Informação e comunicação. Isso faz com que os planejadores de tais políticas não tenham recursos suficientes para ajudá-los a construir programas mais eficientes, e que tenham seus recursos otimizados para evitar os gastos desnecessários.


Referências:

domingo, 14 de junho de 2009

BRICK - desenvolvimento tecnológico dos BRICK

BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China; nada mais do que uma lista das quatro maiores potências emergentes [3], denominação largamente usada pela Goldman Sachs em 2001. Diferente de blocos como Mercosul, Nafta, UE, o BRIC não possui nenhuma ligação formal.


Eles foram unidos nesse bloco por apresentarem características comuns (ctrl+c ctrl+v de [4]):



- Economia estabilizada recentemente;

- Situação política estável;

- Mão-de-obra em grande quantidade e em processo de qualificação;

- Níveis de produção e exportação em crescimento;

- Boas reservas de recursos minerais;

- Investimentos em setores de infra-estrutura (estradas, ferrovias, portos, aeroportos, usinas hidrelétricas, etc);

- PIB (Produto Interno Bruto) em crescimento;

- Índices sociais em processo de melhorias;

- Diminuição, embora lenta, das desigualdades sociais;

- Rápido acesso da população aos sistemas de comunicação como, por exemplo, celulares e Internet (inclusão digital);

- Mercados de capitais (Bolsas de Valores) recebendo grandes investimentos estrangeiros;

- Investimentos de empresas estrangeiras nos diversos setores da economia.




Algo notável do BRIC é que, somados os GDP (gross domestic product) (PPP - purchasing power parity)'s desses países, dá mais de 20% do GDP (PPP) do mundo. [5]

Segundo a previsão da Goldman Sachs, em 2050, os países do BRIC passarão em muito os países do G6 (EUA, Reino Unido, Aelmanha, Japão, Itália e França) [3].



É comum encontrar compararações entre os países do BRIC, e isso se torna, de certo modo, importante, já que é algo factível, viável, aprender de países cujas características são muito próximas das nossas. [10]



Nenhum dos países do BRIC tem empresas nas listas de "Maiores companias de software" [1] nem "Maiores empresas de tecnologia" [2]. Mesmo assim, de acordo com o professor Cassilato (UFRJ - economista), 'os BRIC passam por transformações econômicas com a criação de empresas que tem se tornado multinacionais de peso'. [10]



É visível a importância que os BRIC têm dado às plíticas de desenvolvimento da ciência e tecnologia. Nesse contexto, o Brasil está em um estágio intermediário de implantação dessas políticas. Nota-se que a China, Índia e Rússia investem pesado em pesquisa e desenvolvimento na área da defesa. [10]


Com exceção da China, os países do BRICK (no caso, somente os BRIK) possuem pólos regionais de desenvolvimento, ou seja, normalmente uma área geográfica de cada país possui um grande número de projetos de pesquisa e desenvolvimento, enquanto o resto do país está bem atrás nesse quesito. [10]



No Brasil, grande parte do investimento em pesquisa vem dos cofres públicos, mas há uma tendência que inverte esse quadro, em grande parte por causa da Lei de Informática. Ao contrário de países mais desenvolvidos, a maior parte das pesquisas é feita em Universidades. [6]



Na Índia, o investimento privado já é bem mais significativo, principalmente na área de biotecnologia [7].



Na China, a área de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) virou o seu sustentáculo econômico, sendo que em 2004 já era considerada a terceira maior indústria do mundo nesse setor. [8]



A Rússia tem uma histórica tradição em pesquisa e desenvolvimento, mas passou vários anos estagnado nos setores afins. Desde a ascenção de Wladimir Putin no governo russo, o país voltou a investir pesadamente em tecnologia, principalmente energética e de defesa. [10]


[1] wikipedia:World's_largest_software_companies

[2] wikipedia:List_of_the_largest_global_technology_companies

[3] wikipedia:BRIC

[4] http://www.suapesquisa.com/pesquisa/bric.htm

[5] wikipedia:List_of_countries_by_GDP_(PPP))

[6] wikipedia:Ciencia_e_tecnologia_do_Brasil

[7] wikipedia:Science_and_technology_in_India

[8] wikipedia:Science_and_technology...China

[9] info.abril.com.br/.../noticia_240944.shtml

[10]cgee.org.br/.../viewBoletim.php?in_news=669&boletim=10