Antes de mais nada, falemos de uma das maiores áreas que os computeiros deram como contribuição ao mundo: a Inteligência Coletiva.
Refinando mais o escrito: os computeiros permitiram uma maior permeação e usabilidade e manipulação da inteligência coletiva, que é algo que surge através da colaboração e competição de vários indivíduos. E como eles permitiram isso? Através de estudos das mais variadas áreas da computação, que culminaram na chamada Web 2.0
Mas, afinal, o quê que os computeiros, e por consequinte a Web 2.0, tem a ver com a Inteligência Coletiva? Simples: inteligência coletiva é algo que surge através da colaboração e competição de vários indivíduos; para haver colaboração/competição entre indivíduos, primeiro eles tem de saber da existência um do outro, depois tem de haver alguma forma de comunicação entre eles. Com a internet, qualquer um pode deixar seu conteúdo público, o que significa que outra pessoa pode tomar conhecimento do trabalho do um e então partir para colaboração/competição sobre o assunto tratado.
Praticamente todas as áreas convergem para ajudar nessa empreitada; banco de dados, redes, sistemas de informações etc. convergem para o ponto comum que é a Web 2.0
Mas, afinal, como essas áreas se relacionam entre si? Qual sua contribuição para a Web 2.0?
O computeiro tecnólogo em banco de dados é responsável por projetá-lo, implementá-lo e gerenciá-lo, além de aplicar outras funcionalidades ao banco de dados, como desenvolver métodos de segurança e integridade. No contexto da Web 2.0, ele é o responsável por guardar grandes quantidades de informações e dar as autorizações necessárias para ler/acrescentar/mudar as informações guardadas. Em visão de mercado, ele é indispensável para quem quer ter um controle eficiente de uma grande quantidade de informações com grande fluxo que possua vários níveis de acesso.
O computeiro tecnólogo em redes... bem, trata da internet propriamente dita! Ele que define que tecnologia usar para montar uma rede, qual a melhor maneira de se conectar os computadores, o tipo de comunicação usada na rede, recuperação da rede em caso de panes e muitas outras coisas! Até mesmo em áreas rurais, nas grandes propriedades, ele se faz necessário para instalar a rede interna de computadores.
O curso de sistemas de informação forma uma das versões mais básicas de computeiro: aquele voltado à informática, ao uso da informação em si. Ele é responsável por criar sistemas fáceis de usar, fazer o datamining de uma certa coleção de dados... enfim, ele é o responsável por pegar um problema, entendê-lo e soltar uma solução prática e fácil de usar. Basicamente, ele faz o trabalho para o usuário final usar, já que é através da informática que o usuário leigo vai conseguir se comunicar através de redes e acessar informações ocultas em algum lugar do banco de dados (que muitas vezes o usuário nem sabe o que é um banco de dados!, muito menos que está fazneod uma consulta nele).
Finalmente, temos os cursos que dá base a computaria: Ciência da Computação e Engenharia da Compoutação.
O cientista da computação é o computeiro propriamente dito, aquele que estuda os fundamentos teóricos da computação e da informação; ele estuda de tudo o que foi citado das outras áreas, só que com o foco dos algoritmos e da computabilidade. Um cientista da computação tem o conhecimento sobre todas as áreas da computação, e normalmente também de algumas coisas menos abstratas, como circuitos lógicos e arquitetura de computadores. De modo geral, o cientista da computação é o computeiro de uso genérico, mas não é um técnico no assunto.
Mais uma observação importante: a Ciência da Computação existiria mesmo se não houvesse computadores no mundo. O porquê disso: desde sempre é necessário mexer com dados e deles arrancar informações, o computador apenas deixou esse processo mais rápido e abriu uma gama de áreas para resolver problemas que não existiriam se os computadores não existissem.
O engenheiro da computação é, por assim dizer, o meio termo entre um engenheiro elétrico e um cientista da computação. Não se especializa tanto no estudo de algoritmos e suas implicações nem em resolver os problemas que os computadores criaram quanto um cientista da computação, e tampouco sabe de circuitos elétricos como um engenheiro elétrico. Entretanto, ele sabe o suficiente (muito mais, na verdade) para unir a abstração "pura" da Ciência da Computação com a concreticidade "pura" da Engenharia Elétrica. Logo, dentre todas as formações acima citadas, é o melhor para fazer programar/projetar hardwares (pois entende tanto o lado eletrônico como a necessidade de algum computeiro ser capaz de usar o hardware criado) e também para sistemas embarcados.
PS.: Não nos esqueçamos, "a informática não é uma profissão de futuro, ela é o futuro de todas as profissões".
http://www.ulbra.br/graduacao/bancodados.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Collective_intelligence
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_L%C3%A9vy
http://www.dac.unicamp.br/sistemas/catalogos/grad/catalogo2009/cursos/cur34.html
http://www.dac.unicamp.br/sistemas/catalogos/grad/catalogo2009/cursos/cur42.html
http://www.inf.ufrgs.br/site/engcomp/descricao.html
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/profissoes_280073.shtml
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/profissoes_271461.shtml
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/profissoes_280113.shtml
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/profissoes_271762.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/Computer_science
segunda-feira, 6 de julho de 2009
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