segunda-feira, 6 de julho de 2009

O profissional e o mercado de trabalho

Antes de mais nada, falemos de uma das maiores áreas que os computeiros deram como contribuição ao mundo: a Inteligência Coletiva.

Refinando mais o escrito: os computeiros permitiram uma maior permeação e usabilidade e manipulação da inteligência coletiva, que é algo que surge através da colaboração e competição de vários indivíduos. E como eles permitiram isso? Através de estudos das mais variadas áreas da computação, que culminaram na chamada Web 2.0

Mas, afinal, o quê que os computeiros, e por consequinte a Web 2.0, tem a ver com a Inteligência Coletiva? Simples: inteligência coletiva é algo que surge através da colaboração e competição de vários indivíduos; para haver colaboração/competição entre indivíduos, primeiro eles tem de saber da existência um do outro, depois tem de haver alguma forma de comunicação entre eles. Com a internet, qualquer um pode deixar seu conteúdo público, o que significa que outra pessoa pode tomar conhecimento do trabalho do um e então partir para colaboração/competição sobre o assunto tratado.

Praticamente todas as áreas convergem para ajudar nessa empreitada; banco de dados, redes, sistemas de informações etc. convergem para o ponto comum que é a Web 2.0

Mas, afinal, como essas áreas se relacionam entre si? Qual sua contribuição para a Web 2.0?

O computeiro tecnólogo em banco de dados é responsável por projetá-lo, implementá-lo e gerenciá-lo, além de aplicar outras funcionalidades ao banco de dados, como desenvolver métodos de segurança e integridade. No contexto da Web 2.0, ele é o responsável por guardar grandes quantidades de informações e dar as autorizações necessárias para ler/acrescentar/mudar as informações guardadas. Em visão de mercado, ele é indispensável para quem quer ter um controle eficiente de uma grande quantidade de informações com grande fluxo que possua vários níveis de acesso.

O computeiro tecnólogo em redes... bem, trata da internet propriamente dita! Ele que define que tecnologia usar para montar uma rede, qual a melhor maneira de se conectar os computadores, o tipo de comunicação usada na rede, recuperação da rede em caso de panes e muitas outras coisas! Até mesmo em áreas rurais, nas grandes propriedades, ele se faz necessário para instalar a rede interna de computadores.

O curso de sistemas de informação forma uma das versões mais básicas de computeiro: aquele voltado à informática, ao uso da informação em si. Ele é responsável por criar sistemas fáceis de usar, fazer o datamining de uma certa coleção de dados... enfim, ele é o responsável por pegar um problema, entendê-lo e soltar uma solução prática e fácil de usar. Basicamente, ele faz o trabalho para o usuário final usar, já que é através da informática que o usuário leigo vai conseguir se comunicar através de redes e acessar informações ocultas em algum lugar do banco de dados (que muitas vezes o usuário nem sabe o que é um banco de dados!, muito menos que está fazneod uma consulta nele).

Finalmente, temos os cursos que dá base a computaria: Ciência da Computação e Engenharia da Compoutação.

O cientista da computação é o computeiro propriamente dito, aquele que estuda os fundamentos teóricos da computação e da informação; ele estuda de tudo o que foi citado das outras áreas, só que com o foco dos algoritmos e da computabilidade. Um cientista da computação tem o conhecimento sobre todas as áreas da computação, e normalmente também de algumas coisas menos abstratas, como circuitos lógicos e arquitetura de computadores. De modo geral, o cientista da computação é o computeiro de uso genérico, mas não é um técnico no assunto.
Mais uma observação importante: a Ciência da Computação existiria mesmo se não houvesse computadores no mundo. O porquê disso: desde sempre é necessário mexer com dados e deles arrancar informações, o computador apenas deixou esse processo mais rápido e abriu uma gama de áreas para resolver problemas que não existiriam se os computadores não existissem.

O engenheiro da computação é, por assim dizer, o meio termo entre um engenheiro elétrico e um cientista da computação. Não se especializa tanto no estudo de algoritmos e suas implicações nem em resolver os problemas que os computadores criaram quanto um cientista da computação, e tampouco sabe de circuitos elétricos como um engenheiro elétrico. Entretanto, ele sabe o suficiente (muito mais, na verdade) para unir a abstração "pura" da Ciência da Computação com a concreticidade "pura" da Engenharia Elétrica. Logo, dentre todas as formações acima citadas, é o melhor para fazer programar/projetar hardwares (pois entende tanto o lado eletrônico como a necessidade de algum computeiro ser capaz de usar o hardware criado) e também para sistemas embarcados.

PS.: Não nos esqueçamos, "a informática não é uma profissão de futuro, ela é o futuro de todas as profissões".

http://www.ulbra.br/graduacao/bancodados.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Collective_intelligence
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_L%C3%A9vy
http://www.dac.unicamp.br/sistemas/catalogos/grad/catalogo2009/cursos/cur34.html
http://www.dac.unicamp.br/sistemas/catalogos/grad/catalogo2009/cursos/cur42.html
http://www.inf.ufrgs.br/site/engcomp/descricao.html
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/profissoes_280073.shtml
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/profissoes_271461.shtml
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/profissoes_280113.shtml
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/profissoes_271762.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/Computer_science

2 comentários:

  1. O texto foi escrito em linguagem coloquial, no lugar de culta informal, para facilitar a leitura e compreensão para o maior número de leitores o possível (apesar de que o único conhecido externo aos colaboradores do blog seja o Professor Maurício).

    O texto concentra sua parte inicial em uma divagação sobre Inteligência Coletiva (conceito de certa forma elaborado por Pierre Lévy) e computadores, dando então introdução à possíveis cursos e suas funções no contexto da computação, da Web 2.0 e, por consequinte, da Inteligência Coletiva.

    Precisa-se da leitura e comentário sincero de um leigo para saber se o objetivo do texto em esplanar as diferenças entre "as diversas raças" de computeiros teve êxito.

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  2. Estudar assuntos da área de TI no dia a dia, é algo totalmente diferente de outras milhares de áreas existentes. Digamos, por exemplo, a área médica. Claro que os avanços da tecnologia faz com os médicos sejam muito mais preparados, e procurem se atualizar em pesquisas, e etc. No entanto, a “espinha dorsal” do conhecimento é a mesma de 100 atrás. Logo, cabe a pergunta: exisita TI por acaso a 100 anos atrás? Ou até de forma mais profunda: a tecnologia de HOJE, é a mesma de ONTEM? Com certeza não, pois nesse exato momento, algum chinês, indiano ou qualquer outro garoto estrangeiro, deve estar no seu PC (ou até MAC) criando alguma coisa absurda, mas que no fim terá algum fundamento e que daqui 1 ou no máximo 2 anos irá surgir, e TODOS PROFISSIONAIS de TI deverão no mínimo, ter conhecimentos básicos.

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